quinta-feira, 7 de julho de 2016

PASSE LIVRE - 1° MANIFESTAÇÃO CONTRA O AUMENTO INTERMUNICIPAL

A primeira manifestação do movimento passe livre, contra o aumento intermunicipal, será realizada hoje (07/07), às 17:30, na praça Eugênio Raulino Koerich - no Kobrasol.


NENHUM CENTAVO A MAIS! PRA CIMA DELES!


Ao subir no ônibus, semana passada, tomamos um baita susto! No dia 24 de junho, as passagens das empresas Biguaçu, Estrela, Jotur e Imperatriz deram um salto mortal, sofrendo um reajuste de até 70 centavos! No patamar I, que corresponde as linhas dos bairros mais próximos ao centro da capital, o aumento foi de 30 centavos – o que já seria mais do que suficiente para causar uma revolta em quem depende desse sistema podre, que desrespeita seus usuários todos os dias. Ônibus lotados, poucos horários e linhas escassas fazem parte do cotidiano de quem mora no continente e depende do transporte intermunicipal pra viver. Quem trabalha ou estuda em outros bairros de Florianópolis, ainda tem que desembolsar mais de uma passagem, porque nem se passa pela cabeça do governo obrigar as empresas a promoverem a integração entre os sistemas de transporte da Grande Florianópolis. Sem integração e com aumentos abusivos todos os anos, os empresários de transporte enchem os seus bolsos de dinheiro, enquanto a gente fica mais pobre.

Você já parou pra pensar no impacto desses aumentos na sua vida? Quantas coisas você deixa de fazer ou comprar por causa deles? Alguém que mora em São José e precisa ir até Florianópolis todos os dias, terá que desembolsar quase R$ 20,00 a mais a cada mês. No final do ano, são mais de R$ 225,00 que poderiam ser usados pra comprar mais comida ou levar a família pra passear, mas que, invés disso, então caindo direto no bolso gordo dos empresários do transporte. Pra quem mora mais longe e paga uma tarifa mais alta, o prejuízo é ainda maior. As empresas colocam a culpa no reajuste salarial dos motoristas e cobradores, evitando com que a população se revolte contra seus verdadeiros inimigos. Em pleno momento de crise, esse aumento é um tapa na nossa cara! Para quem está desempregado, fica difícil desembolsar essa fortuna pra sair de casa todos os dias em busca de emprego.

A culpa desse absurdo é das prefeituras e do governo do estado que se dobram à vontade dos empresários e não se importam com a população. Novas licitações vão acontecer e as mesmas empresas de sempre continuaram enchendo seu cofrinho sem trazer nenhuma melhora para os usuários. Tudo isso só acontece porque não reagimos. É hora de se mobilizar! É hora de ocupar as ruas e mostrar que nós estamos indignados com a forma como as empresas do transporte intermunicipal tem tratado a população do continente! Organize protestos em sua cidade, feche as ruas e faça com que o governo obedeça o povo!


PRIMEIRA MANIFESTAÇÃO CONTRA O AUMENTO INTERMUNICIPAL
QUINTA, 07/07, 17h30 NA PRAÇA DO MELÃO – KOBRASOL, SÃO JOSÉ


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Marcha da Negritude Catarinense: Por democracia, nenhum direito a menos


Marcha da Negritude Catarinense: Por democracia, nenhum direito a menos.

Companheiras e companheiros: Por que marchamos?

O RACISMO no Brasil e em Santa Catarina, embora tenha sido combatido na ultima década com um volume maior de políticas públicas, não cessa em manifestar suas odiosas ações vitimando a população negra brasileira e catarinense de uma sorte de ATAQUES que atingem estudantes; a juventude, as mulheres, aos trabalhadores, as comunidades quilombolas, a comunidade religiosa, a comunidade gay e os/as imigrantes negros/as da África e da América Central.

No cenário em curso, segmentos racistas conservadores, de extrema direita e fundamentalista, tem liderado o genocídio físico , intelectual e cultural da população negra no país e no estado. E, os desmontes das políticas públicas de direitos humanos com recortes étnicos desrespeitam as organizações internas e os tratados internacionais assinados pelo estado brasileiro que garantem o desenvolvimento a proteção da população negra brasileira e catarinense.

Ainda estamos às margens do desenvolvimento . Enquanto alguns lugares tem toda a infraestrutura adequada ao desenvolvimento humano com qualidade, as comunidades negras ficam relegadas as politicas de assistência social . As cidades catarinenses, sem exceção, conservam no seu ordenamento espacial os “lugares” para negros e negras e estes não condizem com a qualidade dos outros espaços. São comunidades invisibilizadas e estigmatizadas e, que anos após anos, sua conformação se altera de acordo com os fluxos migratórios e imigratórios que pouco ou nada são considerados nas formulações das políticas públicas dos municípios. Ou seja, as comunidades crescem , incham e as políticas públicas se mantem insuficientes.

Nossos/as JOVENS , um dos segmentos mais vulneráveis, são cotidianamente afrontados na sua dignidade. Se estudantes são atacados por movimentos racistas, sobretudo, no ensino superior. As políticas afirmativas , e em especial as cotas, trouxeram à tona os conteúdos do estatuto colonial , cujo racismo que corroem a concepção de que o espaço público é para todos e todas. Nos últimos anos, acompanhamos casos extremos de racismo nas Universidades Federal e Estadual de Santa Catarina, destacando as manifestações de nazismo, sexismo, homofobia , assédio moral e mental. Refutamos a “adolescentização” da Educação de Jovens e Adultos quando verificamos a entrada precoce de adolescentes nessa modalidade da educação, inúmeros desses acessos justificados pela incapacidade da escola compreender as desigualdades étnicas e sociais. Repudiamos ainda, o GENOCÍDIO da juventude negra. Os jovens negros (aqueles entre 15 a 29 anos) são os maiores vitimas de homicídios, é um numero deles é morto pelos aparelhos de segurança do estado e dos governos. No Brasil , as diferenças de tratamento institucional são determinadas não só pela condição social. Raça/Etnia também define as formas de tratamento e, jovens negros, independente da classe social e formação acadêmica são aqueles preferencialmente abordados pelas polícias e aqueles entre os casos de vítimas de morte.

As MULHERES NEGRAS ainda permanecem na base da pirâmide, pouco visibilizadas e sendo responsáveis pelas chefias de família. Por esse motivo são, por um lado, aquelas que mais incidem nas políticas sociais, tais como o bolsa família, o bolsa gás e as políticas de moradia popular. E, por outro, são as mais atingidas no que se refere o genocídio dos seus filhos e filhas e pelo machismo nas relações cotidianas, no mercado de trabalho e na condição de lideranças políticas e religiosas. As mulheres negras não são representadas nas casas legislativas, na gestão de prefeituras e dos governo municipais e , ainda são a minoria nas executivas de sindicatos e partidos. Poucas são dirigentes escolares, embora seja crescente o número de negras no exercício do magistério da educação básica e superior. Nas políticas de saúde, são carecem de maior atenção sobretudo, sobretudo nas políticas de combate ao câncer, nos cuidados de pré-natal e na atenção ao parto.

A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA em Santa Catarina transversaliza comportamentos e políticas. É institucional, quando vemos , que o executivo, o judiciário e os órgãos de segurança não respeitam a diversidade religiosa , rejeitam dinâmicas , conteúdos culturais e conceituais das religiões de matriz africana. È física quando as violências atingem às pessoas, como é os casos das agressões sofridas por religiosos/as em diversas regiões catarinenses . É patrimonial quando os territórios religiosos (terreiros, barracões) não são tratados como patrimônio cultural e são covardemente atacados, a mando de forças espúrias que pregam o ódio e o extermínio da religião e de seus praticantes, como vimos em diversos municípios catarinenses.

Na EDUCAÇÃO, lutamos contra a resistência para implementação das leis municipais, estaduais e federal que tornam obrigatório o ensino de conteúdos de matriz africana e afro-brasileira nas escolas catarinenses. O investimento público na maioria dos 297 municípios é inadequado , insuficiente e irregular, na maior das vezes não havendo ações que implementem a lei. Segundo alguns estudos, o estado de Santa Catarina está entre aqueles que menos implementam as políticas educacionais voltadas para a população negra.

A garantia das POLÍTICAS AFIRMATIVAS, sobretudo as cotas no ensino superior e nos concursos públicos, revelaram o discurso do movimento racista e dos segmentos conservadores da sociedade que demonstram não tolerar a mobilidade dos negros/as e o acesso aos espaços públicos que lhes são direitos. O atual cenário, de golpe à democracia é apoiado por esses setores que pretendem a negação dos nossos direitos e conquistas construídas ao longo de nossa história de luta e resistência. Exigimos que toda e qualquer manifestação de racismo nas instituições educativas seja combatida e punida.

Marcharemos juntos/as. O momento político - nacional e local - impõe UNIDADE contra o racismo, contra a perda de nossos direitos e pela defesa da democracia. Manteremos nossa autonomia e independência e, sendo os /as protagonistas da luta anti-racista , não nos omitiremos ou delegaremos a outros e outras a defesa de nossos direitos. Vamos ocupar as ruas, em defesa de nosso povo, nossa cultura, nossa ancestralidade , nossas políticas e princípios de luta!

Por que e por quem marcharemos, no dia 16 de julho de 2016, em Florianópolis. Marcharemos:

- Pela democracia, pelo respeito à ordem democrática e contra os ataques as nossas instancias no âmbito federal e estadual;
-Pela permanência da SEPPIR, Secadi , Fundação Palmares e outras diretorias e setores responsáveis pelas políticas de transversalidade das políticas para a população negra;
- Pela ampliação de todos os nossos direitos, sem nenhum retrocesso, e pela garantia das políticas para a promoção do desenvolvimento e dignidade da população negra;
- Pela autonomia e independência do movimento negro;
- Pelo acolhimento e encaminhamento de nossas pautas históricas e pelo fim da invisibilidade de nossa presença no estado;
- Contra o genocídio dos/as jovens negros/as e pela implementação das políticas para a juventude negra;
-Contra a criminalização dos movimentos sociais, sindicais e do/as sindicalistas negros/as;
-Pela aplicação das leis municipais e da lei federal 10.639/03 que tornam obrigatório o ensino de conteúdos de história da África , dos africanos, afro-brasileira e afro-catarinense na educação;
- Pela garantia de escolas públicas e de qualidade nas comunidades negras urbanas e rurais e pela reativação da Escola Estadual Antonieta de Barros;
- Pelo fortalecimento do CEPA; da Coordenadoria Estadual de Promoção da Igualdade Racial, dos Conselhos Municipais de Promoção da Igualdade Racial como órgãos efetivos para coordenar as políticas para a população negra do Estado de Santa Catarina e seus municípios;
- Pelo fim da violência contra a mulher negra, contra a sua invisibilidade, contra o sexismo, o femicídio e a hipersexualização;
- Pela implementação do programa estadual de Saúde da população negra;
- Pela manutenção da política de ações afirmativas de ingresso e permanência nas universidades, dentre elas, as Cotas ,o PROUNI e o FIES;
- Pelo apoio e incentivo às manifestações culturais de matriz africana, aos clubes negros e as instituições voltadas para a preservação do patrimônio cultural da negritude catarinense;
- Pela manutenção das políticas de titulação e desenvolvimento sustentável das comunidades quilombolas e tradicionais de matriz africana;
- Pela manutenção dos termos de cooperação e intercâmbios estabelecidos com os países africanos e das Américas para o acolhimento de estudantes , imigrantes e refugiados.

Axé na luta! Existimos e Resistimos!

segunda-feira, 16 de maio de 2016

ESTUDANTES PUBLICAM NOTA DE REPÚDIO AO EVENTO "DIREITOS HUMANOS E SEGURANÇA PUBLICA", NO USJ

Diversos estudantes se manifestaram contra o evento "Direitos Humanos e Segurança Publica", que será realizado no USJ - Centro Universitário Municipal de São José, na próxima quarta-feira (18). O evento terá a participação do Sr. Coronel da PM Carlos Alberto de Araújo Gomes Junior.

A nota trás dados estatísticos sobre a Violência Policial no ano de 2015, de que “as forças policiais do Brasil são as que mais matam no mundo”.

Os estudantes pedem que o evento traga representantes de instituições comprometidas com a mudança do preocupante cenário brasileiro.

Confira nota na íntegra:

CARTA ABERTA EM REPÚDIO AO EVENTO "DIREITOS HUMANOS E SEGURANÇA PUBLICA”

Viemos por meio desta carta aberta tornar público nosso repúdio ao evento "Direitos Humanos e Segurança Publica". O evento se apresenta como um espaço de debates acerca do tema no III Colóquio de Educação em Direitos Humanos do Programa Institucional Permanente de Educação em Direitos Humanos – PIPEDH do USJ - Centro Universitário Municipal de São José contando com a participação do Sr. Coronel da PM Carlos Alberto de Araújo Gomes Junior.

Em 07/09/2015 a Anistia internacional, organização não governamental que defende os direitos humanos, divulgou relatório em que as forças policiais do Brasil são as que mais matam no mundo. Em geral, são homicídios de pessoas já rendidas, que já foram feridas ou alvejadas sem qualquer aviso prévio. Portanto, uma violação aos tratados internacionais em defesa dos Direitos Humanos.

De acordo com o mesmo levantamento, as polícias brasileiras lideram o número geral de homicídios dentre todas as corporações pelo planeta. Em 2014, 15,6% dos homicídios registrados no Brasil tinham como autor um policial no País. Dois anos antes, em 2012, foram 56 mil os homicídios cometidos por agentes de segurança. De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina, a Polícia Catarinense foi responsável por 26% dos homicídios registrados em 2015.

Outro dado alarmante é o perfil em larga escala nestes homicídios com envolvimento de policiais no Brasil: “Assassinatos cometidos por policiais tem tido um impacto desproporcional na juventude de homens negros”. Apenas no Rio de Janeiro, 99,5% das pessoas assassinadas por policiais entre 2010 e 2013 eram homens, dos quais 80% negros e 75% tinham idades entre 15 e 29 anos. A violência policial no brasil tem cor e classe social!

Ressaltamos que não só nossa Constituição em seu artigo 3º estabelece como objetivos fundamentos da República Federativa do Brasil “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”, como assegura e em seu Artigo 5º que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida.” O Brasil é signatário de diversos documentos internacionais de promoção dos Direitos Humanos, tais quais: Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948; Convenção para a prevenção do crime de genocídio de 1948; Convenção Americana sobre Direitos Humanos de 1969; Convenção contra a tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes de 1984; Protocolo facultativo à convenção contra a tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes de 2002.

Pedimos que um evento com viés voltado para Educação em Direitos Humanos traga representantes de instituições comprometidas com a mudança do preocupante cenário brasileiro. A Polícia Militar poderia ser convidada sim, mas para conosco aprender sobre os tratados dos quais o Brasil é signatário e talvez atuar em uma perspectiva que justifique o comprometimento do país com a mudança de seus números alarmantes de violência policial.


Coletivo Estudantes na Luta


quinta-feira, 12 de maio de 2016

AUDIÊNCIA PÚBLICA: O "RECADO" FOI DADO AOS GESTORES DO USJ

A audiência pública que teve como tema o Curso de Ciências da Religião foi uma verdadeira aula de participação popular (alicerce da democracia). De um lado estudantes, professores, vereadores, estudiosos da área e a população josefense exigindo dos Gestores do USJ a reabertura imediata do Curso de Ciências da Religião. De outro lado os Gestores, dos quais nós já conhecemos, tentando defender o indefensável projeto de sucateamento e desmonte do ensino superior no município de São José.

Saímos confiantes do resultado da Audiência, pois o “recado” foi transmitido aos Gestores do USJ: Em cada decisão autoritária e antidemocrática vocês encontrarão muita luta e resistência por parte dos estudantes, professores e da população! E não adianta espernear, pois só descansaremos quando nossa instituição, o USJ, for verdadeiramente livre, autônoma e controlada pelos próprios interessados (estudantes, funcionários e professores).

Leia na íntegra a nota oficial do Movimento de Luta pelo Curso de Ciências da Religião - USJ

Amig@s,

Nós tentamos esperar a excitação passar, mas desistimos e nem queremos mais. A excitação não vem só do estrondo que foi o grito indignado de ciências da religião na Câmara Municipal no dia 10/05, ela vem da grandeza da causa que defendemos: uma educação emancipadora, pública e de qualidade.
Na audiência pública convocada pelo vereador Adriano de Britto e aprovada em unanimidade pela Câmara pudemos expor nossa situação e apontar as razões para ela. Nossos acadêmicos mostraram no início que não brincamos de fazer ciência. Estudamos com afinco a sociedade que construímos e nossas falas dão mostra do nível de consciência coletiva e acadêmica que adquirimos.

Glaucia Schmitt honrou nossa causa e a instituição com sua valiosa fala. O prof. Valdenesio nos deu mais uma magistral aula...situou o estudo criterioso do fenômeno religioso ao longo da história e apontou motivos legais para nossa consolidação. O aprovado Sergio Souza, um dos 37 aprovados no último processo seletivo, lembrou sua ação no MP, ainda em andamento. Sua clareza e paixão deixaram claro que ele já é um de nós e estará conosco em breve, seja por vontade da administração (que é só o que falta ) ou por ordem do MP.

A representante discente, Fernanda, ilustrou a situação dos bravos estudantes de CR- marginalizados e resistentes. Demonstrou a evasão nacional nas licenciaturas e que o curso de ciências da religião do USJ é o único gratuito da região sul, e um dos apenas 10 ofertados no país. O prof. José Carlos demonstrou a legalidade regimental de todos os nossos pedidos negados pela administração, trouxe o histórico da nossa luta e mostrou que a luta culminava ali, mas já era travada na instituição há anos. O prof. Telmo Vieira nos brindou com sua paixão como ex reitor da instituição e de pesquisador da área de CR, vanguarda do conhecimento em todo o mundo.

Nosso reitor trouxe a frieza dos números e uma apresentação ao gosto dos gurus da administração. Eles, os gurus, também ficariam envergonhados. O argumento da evasão não resiste ao histórico das licenciaturas no Brasil, nem ao nulo comprometimento institucional, nem tampouco às 7 turmas de CR abertas ao longo de 8 anos. O argumento da restrição orçamentária não resiste aos cargos comissionados que se multiplicam na mantenedora Fundesj - cargo de direção para cursos técnicos e profissionalizantes por exemplo. Recomendamos a quem duvida do nosso aviso da intenção de matar o USJ como centro universitário que reflita sobre a necessidade desse cargo de gestão em uma instituição que não tem nenhum curso técnico, e sim cursos de graduação e licenciatura, por enquanto.

Os vereadores lembraram as promessas da gestão Municipal, nenhuma cumprida com relação ao USJ.
Encaminhamentos dali foram extraídos e serão publicados aqui em breve.


Por hora repetimos: aqui não! Não permitiremos o fechamento do nosso curso, nem mesmo esse fechamento disfarçado e covarde que aparece na forma de não abertura de novas turmas. Aqui se argumenta, aqui tem vontade inabalável movida por uma sólida leitura crítica do mundo. Aqui é CR e aqui se luta!!!


quinta-feira, 5 de maio de 2016

CONSEGUIMOS! APROVADO POR UNANIMIDADE REQUERIMENTO DE AUDIÊNCIA PÚBLICA

Na noite desta quarta-feira (04) estudantes e professores do USJ – Centro Universitário Municipal de São José ocuparam novamente a Câmara Municipal de São José em defesa do Curso de Ciências da Religião. Os estudantes e professores conseguiram êxito na primeira vitória contra o retrocesso que está em andamento no USJ: O fechamento do Curso de Ciências da Religião.

Leia o comunicado do Movimento Luta pelo Curso de Ciências da Religião - USJ

Amig@s,
Hoje foi um dia grandioso! Conseguimos a aprovação UNÂNIME da Audiência Pública para discutir a calamitosa situação do Curso de Ciências da Religião – CR, abandonado há tempos e que mais uma vez sofre a ameaça de encerramento.

Com o requerimento do Ver. Adriano de Britto conseguimos colocar em pauta a convocação para a audiência e hoje, com a anuência de todos os vereadores, conseguimos garantir o direito de esclarecer, de debater, de democraticamente apontar os sucessivos desmandos que levaram o curso a estar em luta e paralisação hoje.

Nessa audiência estarão presentes:
Dr. Juarez Perfeito, Reitor da USJ;
- Prof. Ana Crisitina Oliveira da Silva Hoffmann, Superintendente da FUNDESJ;
- José Carlos da Silva, Coordenador do Curso de Ciências da Religião;
- Daniela da Silva Fraga, Secretária Municipal de Educação;
- Ana Maria Laguna Schütz, Presidente do Conselho Municipal de Educação;
- Osvaldino Ramos, Presidente do Conselho Estadual de Educação;
- Valdenésio Aducci Mendes, Representante do Corpo Docente da USJ;
- Fernanda Mariana Ribeiro, Representando o Corpo Discente;
- Prof. Telmo Pedro Vieira, Pós Doutor em Sociologia da Religião. E o mais importante: a comunidade!

As falas dos vereadores Clony Capistrano, Sanderson de Jesus, Amauri dos Projetos, Adriano de Britto e a anuência dos demais nos reanimam na batalha. Ficamos feliz em perceber que não apenas nós nos espantamos com a alegação de que 37 aprovados (sim, são 37) não é quórum para abertura de turma. Ficamos felizes em perceber que não somos os únicos a fazer a leitura de que o encerramento de um curso (mesmo que sob a improvável alegação de abertura de outros) significa enfraquecer a instituição que é da comunidade josefense. É da comunidade josefense! E a Câmara Municipal entendeu isso... Toda decisão que impacte tanto no cenário da educação municipal (e nesse caso regional) precisa ser debatida, democraticamente posta à prova. Nenhuma decisão autocrática ficará impune. Ficamos felizes pela oportunidade de levar à público aquilo com o que temos convivido há anos. Era o que queríamos.

Pedimos o apoio de toda a comunidade acadêmica e de todo o povo de São José. Pedimos a todos que cultivem a democracia e estejam presentes na audiência no dia 10 de maio na Câmara Municipal de São José. É a oportunidade de entender o impacto gravíssimo se o intento de encerramento de CR for mantido. De conhecer a educação com a qual sonhamos, de refletir sobre qual futuro estamos desenhando com nossas ações no presente.


Quem se prepara para pensar desenvolvendo análise crítica sonha com o debate, porque nele se sente em casa. Estamos em casa (na nossa casa) e coisas grandiosas estão por vir!

Foto: Gláucia Schmitt