quarta-feira, 30 de março de 2016

OS CONSERVADORES SÃO CONTRA O MOVIMENTO ESTUDANTIL NO USJ

Nos últimos dois anos, desde meu ingresso no USJ, grupos extremamente conservadores (formado basicamente por professores e estudantes) têm levantado a cabeça na instituição, sempre apoiados, claro, na reitoria e no governo municipal. O grande mote desses grupos, que se dizem apartidários, mas têm detrás de si os piores partidos do espectro político nacional, como PSDB, DEM, PMDB, PP, PR etc. é ironicamente o da democracia.

Esses grupos acreditam que democracia é decidir se deve ou não haver um movimento que defenda os interesses dos estudantes do USJ, ignorando o ordenamento jurídico brasileiro que confere aos cidadãos o direito à livre associação.  Eles, evidentemente, são partidários de que não haja luta nenhuma, seguindo o velho bordão da ditadura “estudante é para estudar; trabalhador para trabalhar”. Sabemos bem o que acontecia com aqueles que decidiam fazer algo além de estudar e trabalhar.

Suas ideias de democracia é apenas reproduzir o regime antidemocrático que existe no país dentro da universidade; um regime no qual a população não tem absolutamente nenhuma voz ativa e é utilizada apenas na hora do voto para manutenção daqueles que não defendem os interesses coletivos e que depois fazem o que bem entendem, sem prestar contas a ninguém.

O movimento estudantil só pode ser democrático se for de luta por melhores condições da instituição de ensino, senão sequer pode ser chamado de movimento. Deve, portanto, se apoiar naqueles que lutam. Por isso, no movimento estudantil, como nos movimentos populares, a democracia está na assembleia, porque lá estão reunidos os que estão dispostos a lutar e lutam em defesa da universidade pública e gratuita, da qualidade de ensino, pela autonomia diante do Estado; em resumo, pelos interesses do conjunto dos estudantes.


0 comentários:

Recomendado para você