terça-feira, 26 de abril de 2016

A MÁSCARA CAIU: ESTUDANTES DENUNCIAM O DESCONTROLE DO REITOR

Amig@s,
Hoje tivemos mais um dia de paralisação e luta. Conforme já noticiamos, estamos paralisados em luta até que o Curso de CR conste no edital da Acafe ou que seja anunciado o processo seletivo simplificado. Noticiamos da mesma maneira, a carta que protocolamos solicitando exatamente as pautas acima ao Reitor, Juarez Perfeito.
Hoje, durante a reunião com os coordenadores, dentre os quais o coordenador de CR, o reitor teria pedido que agendássemos com ele uma reunião para a próxima quinta-feira. Ao percebermos a porta do setor de protocolo trancada, nos dirigimos à porta da secretaria ao lado e ficamos aguardando que um funcionário viesse nos atender.
Estávamos dentro da secretaria três alunos, e os demais estavam do lado de fora com a porta aberta. Não havia tumulto. Enquanto eu, Fernanda Ribeiro, explicava para a atendente que a reunião só teria sentido se ele nos entregasse por escrito a resposta ao protocolo, o reitor saiu de sua sala mandando que todos saíssem. Percebam que todos eram três alunos. Descontrolado ele fechou a porta dizendo que só ficaria quem estivesse agendando – percebam que já era esse o cenário. Dentro da sala estavam três de nós e os demais aguardavam do lado de fora – o descontrole, portanto, não se justificava.
Diante da negativa de manter a porta fechada, já que nossas decisões e atos são todos em assembleia, aos olhos de todos (não temos, nem queremos o hábito de tomar decisões de impacto global de maneira unilateral), ele disse que o curso não constava do edital da Acafe, nem vai constar. Disse também que o processo seletivo simplificado “jamais lhe passou pela cabeça”. Interpelado por uma aluna sobre o abandono de CR que ele denunciou em campanha prometendo que em sua gestão isso não se repetiria, ele disse que “não passa fatura”. Temos alguma dificuldade para lidar com entes públicos sem consciência dos compromissos que assumem, mas entendemos isso como “não me sinto de nenhuma maneira comprometido com o fim do abandono que eu mesmo denunciei”.
A Guarda Municipal foi chamada, como é praxe. Dois deles entraram na secretaria quando os alunos estavam impedidos de fazê-lo pelo reitor. Questionado sobre isso, o reitor alegou que estariam ali para conter o tumulto. Um dos guardas disse não ver ali tumulto algum a ser contido. E não havia. Agendamos a reunião para quinta-feira, às 19:00h. O reitor se comprometeu a nos entregar a resposta do protocolo por escrito nessa data.
Por sorte e por termos aprendido (talvez tarde demais) a lidar com palavras que não se sustentam por si mesmas, temos a gravação em vídeo. Assim como temos a gravação da entrega da carta na última semana, dia 20/04/2016 – podemos portanto provar que nossa manifestação é ordeira e legítima. Por uma causa que julgamos ser do interesse comum: pela manutenção de um curso de vanguarda que nesse momento representa a manutenção da USJ tal como foi concebida. Nossa mania chata (para alguns) de pensar nos permite perceber o movimento de tornar essa instituição agradável aos olhos sempre famintos das instituições privadas desse município. Portanto, você que lê meio sem entender a luta de CR, saiba que a luta é pela USJ – para que ela continue a existir: pública e gratuita. Ciências da Religião é só a bola da vez – o curso que foi deixado para sangrar e morrer quando a maioria das universidades do mundo volta seus olhos para o estudo dos fenômenos religiosos a partir do conjunto de ciências humanas que compõem o curso.
Não contavam nossos carrascos que o nosso conhecimento de rituais nos permite saber que os sacrifícios normalmente representam vida. Nosso curso sangra, mas esperamos que sua agonia sirva para tocar aos companheiros de USJ, aos pais que desejam que seus filhos tenham acesso a essa instituição de ensino superior municipal, aos pais que voltaram eles mesmos aos bancos da academia para cursar finalmente o ensino superior na USJ, aos que lutam por um mundo melhor e sabem que ele passa inexoravelmente pela educação de qualidade.
Conclamamos a comunidade para que nos ajude a lutar por esse patrimônio do povo josefense – DO POVO – não de dez ou vinte (ou centenas) de cargos comissionados pendurados decorativamente em cabides.

Não é apenas por CR, é pela USJ, é por São José, é pela educação!

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