quarta-feira, 28 de setembro de 2016

NOTA SOBRE ATO EM DEFESA DO USJ

São José, 27 de setembro de 2016.

Em meio a tantos desagravos políticos, escândalos de corrupção, desmandos e desgovernos, acreditamos ser natural a descrença em qualquer ato político (o ato não foi político partidário) que venha ocorrer em favor de alguma instituição em época eleitoral. Essa mesma descrença foi demonstrada através de um ou outro comentário por alguns acadêmicos com relação ao ato em defesa do USJ. Acreditamos que seja necessário esclarecer alguns pontos levantados sobre este ato. Leia a seguir:

QUEM ORGANIZOU ESTE ATO? POR QUAL MOTIVO?
Esse ato foi organizado por acadêmicos/as de diversos cursos do USJ (além de ex-acadêmicos), e foi instigado devido as “trapalhadas” da atual gestão do USJ, no que tange retirada do “xerox”, demissão de uma professora por fazer questionamentos, falta de transparência nas decisões, fechamentos do curso de ciências da religião e a lista segue. Juntando isso com a indiferença da atual gestão da prefeitura com relação às demandas do USJ, eclodiu num ato em defesa da nossa instituição que até então permanece inerte frente as suas necessidades.

PORQUE APARECERAM ALGUNS CANDIDATOS?
Verdade alguns candidatos apareceram repentinamente (e sumiram tão repentinamente quanto apareceram), só eu contei três, quem dera aparecessem todos os candidatos a prefeito e vereadores, para pelo menos mostrarem algum respeito pelo USJ (coisa que alguns acadêmicos não tem). Foi um ato aberto qualquer um poderia aparecer (eles não receberam convite especial). Porém em nenhum momento foi permitido acesso ao microfone para esses candidatos, nem que portassem nenhuma bandeira partidária, ou fosse distribuído “santinhos de campanha” durante o ato, esse foi um movimento apartidário, e não servimos de trampolim para ninguém.

QUAL MOTIVO DE FAZER UM ATO DESSE EM ÉPOCA ELEITORAL?
Todos sabem que a atual administração prometeu que no primeiro ano do seu mandato teríamos sede própria, palavra de Adeliana, além de mais atenção. A não ser que um ano tenha mais de 365 dias, passou–se um, dois, três anos e nada de Sede própria, nem ao menos melhores condições para permanecermos na atual sede (emprestada). Por esse motivo um ato desses nesse momento político vem chamar a atenção da atual gestão e dos que concorrem a ela para a realidade do USJ, para mostrar que o USJ não morreu e que está apenas adormecido e representa sim uma força dentro de São José. Se esse ato tivesse ocorrido antes e mais vezes com maior participação dos acadêmicos as chances de sucesso seriam maiores (mas antes tarde do que nunca).

COMO FOI O ATO?
O ato teve início na praça Eugenio Raulino koerich, posteriormente foi realizado uma volta na sede convidando acadêmicos e professores para se juntarem ao ato, seguimos pelo kobrasol (acompanhados pela guarda municipal que fez a segurança) levando ao conhecimento dos josefenses a real situação do UJS, a caminhada foi tranquila recebemos o apoio de muitas pessoas, outras nem sequer sabiam da existência de uma universidade municipal em seu redor. Buscamos um trajeto que não atrapalhasse o transito e buscamos deixar um via disponível para que os motoristas pudesses seguir seu trajeto normalmente, a intenção foi mostrar as dificuldades do USJ sem, contudo, dificultar a vida dos outros.

AGORA TUDO VAI MUDAR?
Não podemos dizer que tudo mudará, ou que amanhã teremos notícias das melhorias para o USJ, nem contudo que a atual gestão do USJ vai agir de forma mais democrática (que afinal foi uma bandeira do então candidato a reitor Juarez) e mais competente. Porem, buscamos fazer nossa parte em defesa do USJ, mostrando que essa instituição carece de valorização e respeito daqueles que dizem ser seus representantes. O que esperemos é que essa semente plantada gere frutos para que assim como nós temos (ou tivemos) a oportunidade de cursar um ensino superior gratuito em SJ, outros da mesma forma possam ter essa oportunidade.

Se alguma dúvida restou, se algum questionamento ainda se faz, convido você a conversar com quem realmente participou do ato, para que uma luta legítima não se “afogue num mar” de descrença.

QUE UNIVERSIDADE QUEREMOS? E O QUE TEMOS FEITO PARA CONSTRUIR A UNIVERSIDADE QUE QUEREMOS?


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